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Professor aposentado escapa de golpe e orienta população

21/09/2013

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Dracena – O professor aposentado Antonio Leopoldo Cesar, de 70 anos, procurou a reportagem do Jornal Regional de Dracena para relatar que sofreu uma tentativa de golpe e gostaria de alertar outras pessoas.

Ele contou que recebeu uma correspondência cujo remetente seria uma empresa de assessoria jurídica da capital paulista informando sobre a existência de um valor indenizatório de R$ 56.310,00 referentes à Ação Coletiva Cível Pública contra a Previdência Privada Pecúlio e Pensão do Fundo de Reserva Técnica, cujo pagamento seria efetuado mediante o acerto das custas processuais no valor de R$ 6.618,00.

O ressarcimento das custas processuais poderia ser feito de duas formas, por carta precatória no Fórum (seria necessário contratar advogado) ou direcionado através de instituição financeira (depósito bancário).

O professor contou que os supostos funcionários da empresa possuíam todos os seus dados e, mesmo tendo contratado um título de capitalização de previdência privada como forma de complementação salarial há muitos anos, quando seus filhos já formados, ainda eram crianças, desconfiou da oferta.

Orientado pelos supostos golpistas sobre como deveria efetuar a transição, foi ao banco e viu que havia um depósito em sua conta corrente no valor de R$ R$ 56.310,00. “Muita gente cai nesse golpe porque ao ver um depósito desse montante recolhe imediatamente o que foi pedido para a liberação (do dinheiro). Eu teria que fazer o pagamento de R$ 6.618,00 na conta de uma determinada pessoa e eu não fiz, quando muita gente faz. Esperei 48 horas e tirei outro extrato para configurar o que foi realmente depositado na minha conta. O depósito da conta estava no meu nome bloqueado e circunstanciado ao meu depósito. Mas, não existe depósito que possa ser bloqueado pelo depositante, o crédito na conta ou não depende do banco em que o depósito foi efetuado. O cheque depositado na minha conta não tinha fundo”, explicou.

O aposentado também checou os dados da empresa na internet e viu que não eram os mesmos da carta recebida. No endereço da empresa jurídica funcionava um laboratório de análises clínicas. Conseguiu localizar a verdadeira empresa e telefonou avisando sobre o uso indevido do nome da firma.

Cesar listou as falhas cometidas pelos supostos golpistas, que confirmaram sua desconfiança: erros de grafia no texto enviado; inexistência de especificações sobre o processo como número, data de julgamento entre outros; as custas do processo cabem ao perdedor e não àquele que ganhou a causa; dados da empresa na carta não eram os mesmos na internet e o fato de não existir depósito que possa ser bloqueado pelo depositante uma vez que o crédito na conta ou não, depende do banco em que o depósito foi efetuado.

“Como percebi que era um engodo, sei que tem certas pessoas que não tem preparo e poderão ser lesionadas. Também contei com a ajuda do gerente do banco em que sou correntista”, comentou.

Fonte: portalregional.net.br / Letícia Pinheiro

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